quinta-feira, 5 de maio de 2011

As Interacções Sociais e as Relações Interpessoais

Tal como refere Costa&Matos (2006:21), “a instituição escolar e familiar são na sua essência relacionais e, por conseguinte, promotores da construção e reconstrução de significados(…) que estruturam as nossas relações”.
As interacções pessoais começam desde o nascimento de uma criança e podem ser simétricas ou assimétricas. Segundo Matta (2001:93), “as interacções simétricas podem ser definidas como aquelas em que os papéis e os estatutos atribuídos aos sujeitos, na resolução de determinada tarefa, são idênticos” e “interacções assimétricas aquelas em que os sujeitos, implicados numa situação de resolução de uma tarefa, possuem papéis e estatutos diferentes”.
As interacções simétricas ocorrem frequentemente nas interacções sociais quer dos adultos, quer das crianças. É o caso, por exemplo, quando discutimos sobre determinado ponto de vista e argumentamos no sentido de fazermos valer as nossas ideias, assim como os outros o fazem. Acontece, frequentemente na sala de aula, quando se discutem situações e cada um argumenta a favor de diferentes hipóteses de resolução. Estas interacções simétricas são capazes de gerar progressos, evolução cognitiva e comunicacional também.
As interacções assimétricas são as mais frequentes no quotidiano. Tal como refere Matta(2001:97), “verificamos que essas trocas ocorrem, na maioria das vezes, entre um sujeito mais competente numa determinada tarefa e um outro menos competente”. Isto acontece em contextos sociais de troca de saberes, como é a família e a escola. Tall como refere Matta(2001:97), “uma interacção assimétrica caracteriza-se pela diferença nos papéis e no estatuto de cada um dos parceiros” e por isso o grau de assimetria é diferente, sendo menor se for entre crianças, e maior se for numa interacção adulto-criança.
Em suma, no nosso quotidiano vivemos e presenciamos interacções constantemente.
A profissão docente vive de interacções. É dessas interacções que vão surgindo novos conhecimentos, alguns dos quais a partir de conflitos sociocognitivos. Mas são esses mesmos conflitos que permitem a evolução, o desenvolvimento pessoal e também a mudança dos grupos em que estamos inseridos e da própria sociedade em geral.
Comunicar é inato e não vive só das palavras. A comunicação não verbal é, por vezes, ainda mais rica e expressiva. Realmente, “não podemos não comunicar”.

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